A Twitter situation

“Excuse me?”

Ela estava com o iPod ligado, fone nos ouvidos, e não percebeu a presença dele.

“Excuse me…”
Ele tocaou de leve o ombro dela, apontando para a poltrona ao lado. Ela tirou um dos fones, meio rápido e meio atrapalhada, pausou a música e sentou mais para trás, para dar espaço para ele.

“Desculpa eu não te vi…”

“Tudo bem.”

Ele passou entre as pernas dela e o encosto da poltrona da frente mas, mesmo com o espaço da primeira classe, tinha tanta coisa nas mãos que ela precisou se encolher, até que mudou de idéia e levantou uma das mãos:

“Espera. Acho que é mais fácil se eu…”

Ele deu um passo atrás, atrapalhado com a bagagem – uma mochila, um case de notebook, uma sacola com livros, uma jaqueta de couro – , ela desligou a música, largou o iPhone no braço da poltrona, pegou a bolsa que estava no chão, colocou no assento, levantou e deu espaço para ele passar.

Assim que ele sentou, viu a foto dela na tela do iPhone, franziu as sobrancelhas e levantou a cabeça para olhar para ela. Isso, enquanto ela pegava a bolsa novamente, acomodava no chão junto à poltrona e voltava a se sentar. Depois de acomodar toda sua bagunça, ele abriu a janela e olhou para o céu tentando prever como seria o vôo. Ela colocou novamente os fones no ouvido e respirou fundo, sentindo o perfume que vinha do seu companheiro de viagem.

“Cheiroso…”

Foi o que ela pensou, ainda sem olhar para o rosto dele.
Sempre que entrava no avião lembrava das viagens de ônibus da adolescência; quando sentava um homem ao seu lado. Fechava os olhos e imaginava como seria viajar de avião, na primeira classe, com gente cheirosa e bonita. Ela sempre soube que seu lugar no mundo era um pouco mais acima. E era.

A aeromoça ofereceu champagne a eles. Quando ela levantou os olhos para agradecer, percebeu o olhar quase enfeitiçado da morena bonita, de uniforme, que se desmanchava como manteiga no pão quente. Sorriu seu sorriso de estranhamento e olhou para ele. Ele riu e baixou a cabeça, se escondendo atrás do braço enquanto mexia no cabelo, sem graça. Ela tirou um fone do ouvido.

“Você viu isso?”

“Acho que sim…”

Ele franziu a testa olhando nos olhos dela…sorriu um sorriso tímido e, mostrando alguma incerteza, disse:

“Eu juro que isso não é uma cantada, mas eu acho que conheço você.”

Ela sabia quem ele era. Ela sabia o que a aeromoça pensou. Ela sabia que todo mundo sabia, mas não tinha certeza de que ELE a reconheceria.

“Acho que não…”

“Hum…tem certeza?”

“Vai ver eu pareço com alguém.”

“É…Talvez…”

Ela olhou mais uma vez para aquele rosto familiar, tentando ver melhor os traços que ela conhecia – mas não tão de perto – conferiu mais uma vez os olhos verdes estranhos, baixou a cabeça e voltou a colocar o fone. Ele manteve os olhos nela por mais um tempo, pegou o telefone e pareceu escrever uma mensagem. Disfarçando a timidez, ela também, mexeu no telefone para Tuitar mais uma vez antes da decolagem.
Havia uma menção de seu nome:

LivsNowhere: @HeloiZZ alguém roubou o seu iPhone.

Ela respondeu:

@HeloiZZ: @LivsNowhere como assim?

Segue o diálogo que veio depois:

@LivsNowhere: @HeloiZZ Juro, tem uma pessoa do meu lado usando sua foto como wallpaper!

@HeloiZZ: @LivsNowhere Se você roncar essa noite, eu te mato!

@LivsNowhere: @HeloiZZ Se você não olhar pra cá agora, eu não vou te deixar dormir.

Ela soltou uma gargalhada…largou o telefone e virou-se para ele oferencendo a mão direita.
“Prazer, Heloisa.”

Ele segurou a mão dela e repondeu sorrindo.

“Encantado…Pensei que você fosse fingir que não me conhecia.”

Ela sorriu

“Eu ia, se você fingisse também.”

Ele baixou a cabeça e escreveu outra vez no telefone. Curiosa, ela abriu o Twitter.

“A quem interessar possa: @HeloiZZ é muito mais bonita em carne e osso.”

Ela sorriu sem levantar os olhos e escreveu:

“Meninas, o cheiro do @LivsNowhere é demais!”

“Senhores passageiros, a partir deste momento todos os aparelhos eletrônicos devem ser deligados.”

Os dois desligaram seus celulares, se olharam sorrindo, e ele iniciou uma conversa sem fim.

“Então…essa viagem…férias?

“Deixa eu pensar como faz pra te contar isso com 140 letras…”

Ele sorriu entendendo a ironia e retrucou.

“Não! conta usando o máximo de palavras que você conseguir! “

“Jura que você não vai desaparecer na terceira frase?”

Ele segurou a mão dela com ar de arrependimento.

“Ai Helo…desculpa. Eu nunca consigo dar atenção pra você direito, sempre alguém me chama…geralmente eu to trabalhando. Desculpa…”

“Eu sei. Ta tudo bem, eu nem te odeio por isso…hoje.”

“Hoje? Nossa…tão ruim assim?”

“Péssimo! Qual dos assuntos interminados você quer retomar agora?”

Os dois riram com a possiblidade de encontrar todas as conversas interrompidas no twitter, e ele voltou à pergunta original.

“E a viagem?”

“Ah…a viagem…uma amiga de muito tempo vai dar uma festa. Um reencontro.”

“Eu to convidado?”

“Se você tiver um pretinho básico, uma peruca e um salto alto. É um reencontro só de meninas.”

Os dois falaram durante quase toda a noite, sem parar, até os olhos dela não obedecerem mais. Ele percebeu.

“Hey…pode dormir…”

Sem abrir os olhos ela respondeu:

“Teu limite de API acabou?”

“Não, mas a sua proteção de tela já entrou…”

Ela sorriu abrindo um olho só.

“Boa noite…”

“Boa noite, amor.”

“Amor”. Era assim que ele falava com ela no Twitter sempre, sem se dar conta de que cinco letras eram suficientes para ela derreter. Mas nem em seus sonhos mais delirantes ela podia imaginar adormecer ouvindo isso.

xoxoxox

No saguão do aeroporto, a confusão de sempre para pegar a bagagem, muita gente, pouco espaço, malas que não aparecem, outras que aparecem em outra esteira. E os dois.
Quando a mala preta com grandes bolas pink apareceu, ela se aproximou da esteira para pegar, mas ele se adiantou. Repetiu a gentileza trazendo um carrinho e ajeitando a bagagem dela, mas não se mexeu para pegar a sua própria. Um homem grande, de jeans a camisa branca se aproximou batendo em seu ombro.

“Podemos ir.”
Ele concordou com a cabeça, ainda olhando para ela que arrumava os documentos na bolsa.

“Tem uma caneta?”

Ela não entendeu.

“Hein?”

“Me dá o seu celular.”

Antes que ela concordasse ou discordasse, ele pegou o celular da mão dela, discou um número, olhou para ela levantando as sobracenlhas como se esperasse alguma coisa. O celular dele tocou no bolso da jaqueta.

“Ta daa! Pronto…eu tenho o seu número, você tem o meu. Vamos nos falar? antes de você ir embora.”

Ele falava enquanto salvava os respectivos números nos dois celulares.

“Isso é uma pergunta ou um pedido?”

“Um pedido… numa pergunta.”

Ele colocou o celular na bolsa dela ainda aberta sobre o carrinho de bagagem. Guardou o outro no bolso da jaqueta.

“ Ok. Vamos sim.”

“Ótimo. Se cuida.”

“Você também. Ah…o que que eu falo pra todo mundo que vai me fazer pergunta no Twitter?”

“Que eu sou burro e tenho mal hálito.”

Ela sorriu e o viu se misturar à multidão que saía do aeroporto. Com um suspiro descrente, deu a volta na esteira para ter certeza de que não havia esquecido nada – o que seria normal partindo dela – e foi para fora esperar por Marina, a amiga que a estava indo buscar.

O cheiro da cidade nunca muda. Café, mar, sol quente. Não importa a estação do ano, este é o cheiro que ela sente quando chega e respira fundo, deixando o perfume penetrar em cada célula do seu corpo. Heloísa fechou os olhos por alguns segundos e sorriu… “Home…”
Ao abrir os olhos novamente, procurou por Marina, sem sucesso, olhou em volta e viu Justin ao lado de um carro grande que estava cercado de pessoas. Em meio à confusão, uma loira estonteante de uns 18 anos saiu do carro com sua calça justa e suas botas altas, e o abraçou longamente. Ele levantou a menina que cruzou as pernas em torno da cintura e colocou-a no banco trazeiro do carro.

Aquela estava longe de ser a cena que Heloísa esperava ver, e ao que tudo indica, ele também se preocupou com isso. Depois de colocar a garota dentro do carro, ele correu os olhos pela saída do aeroporto procurando por Helô, que rapidamente disfarçou e olhou para o outro lado, fingindo não ter visto nada. Justin ficou observando a imagem de Helô parada ali, a echarpe de bolas pretas envolta no pescoço, a mala de bolas cor-de-rosa deixando escapar seu temperamento alegre, sua risada infantil, e o estilo que não a deixaria passar despercebida em lugar nenhum.

Ele foi até ela.

“Helô!”

Ela se virou, fazendo-se de surpresa.

“Você tem como ir embora? Quer carona?”

“Não…obrigada, minha amiga já deve estar chegando.”

“Tem certeza? A gente pode te levar…”

“Não…sério mesmo…ela deve estar estacionando.”

“Eu espero com você.”

“Justin!” – gritou a menina, gesticulando de dentro do carro.

Vendo a cena, Heloísa disse.

“Não…Vai…eu to bem…ela já chega.”

“Mesmo?”

“Mesmo. Vai.”

Helô ficou olhando o carro de Justin se afastar…e o braço dele que apareceu para fora da janela, acenando para ela.

Um suspiro. Isso foi tudo o que deu tempo de fazer antes de Marina encostar o carro, abrir o vidro do passageiro e dizer:

“Acorda, mulher!”

Helô virou-se rápido e viu Marina com a porta do carro já aberta…

“Entra e me conta TUDO!”

…jogou a mala de bolas no banco de trás, fez o mesmo com o casaco, bateu a porta e entrou no lugar do passageiro. As duas se abraçaram longamente.

“Ai que bom ter você aqui de novo! Você me mata de saudade!”

Heloísa não respondeu, mas abraçou a amiga da maneira mais terna que podia, tentando trazer de trás da decepção momentânea, o verdadeiro motivo de sua presença ali.

“Eu sinto saudade até do seu cheiro!”

Marina riu e arrancou o carro.

“Ah a mania de cheiro…Me conta do cheiro do “Livs”.

“Ai ai…o cheiro do Livs…o Livs…a voz do Livs…as mãos do Livs…Posso fumar?”

“MÃOS DO LIVS? Como assim? pode fumar. Ta com fome? Não muda de assunto…”

“Não…to empapuçada de comida de avião.”

“Conta.”

“Ele mandou dizer que é burro e tem bafo…”

“Sei…por isso que você tava olhando pra ontem parada quando eu cheguei. O bafo!”

“Hahah…não. Antes fosse o bafo. Um Halls resolvia.”

“A mão…?”

Heloísa ligou o rádio do carro, apertou o botão do CD.

“O que você anda ouvindo?”

Marina desligou o rádio.

“Desembucha…o que que rolou naquele avião que você ta com essa cara?”

Helô voltou a ligar o rádio, olhou para Marina pronunciando cada sílaba…

“O.que.você.anda.ouvindo?”

…aumentou o som do carro, abriu a janela e colocou o rosto na direção do vento.

Marina franziu a testa estranhando a reação da amiga.

XOXOXOX

No final daquela tarde, no apartamento de Marina, Heloísa entrou na cozinha onde a amiga preparava um café.

“Hum…cheiro bom…”

“…de café ruim.” – completou Marina.

“Não! Seu café é bom. To com fominha…posso assaltar a geladeira?”

“Mi casa su casa.”

Heloisa pegou um prato no armário e uma lasca de queijo na geladeira, encheu uma caneca de café e sentou-se à mesa da copa. Marina ficou encostada no balcão tomando seu café, olhando para a amiga que tinha o olhar distante.

“Você ta mais bonita. O que você fez?”

“Ah sei lá. Acho que são os 30. Meu pai sempre disse que a mulher desabrocha aos 30.” – levantando a sobrancelha ironicamente – “Desabrochei. Hahaha.”

“Você é ‘desabrochada’ desde eu te conheci na 6a. série.” – Marina disse usando a mesma careta irônica de Heloísa.

Helô deu risada e voltou a tomar o café.

“Me conta…você sabia que ia encontrar o Livs?”

“Não. Eu entrei no vôo sem saber nem que ele estava no aeroporto, você sabe que ele é um escondido e nunca diz direito onde está. Tá sempre em Londres. Blé…mentiroso ridículo.”

“Mas como foi?”

“Ele me reconheceu…pela foto no celular. Você viu o tweet dele?”

“Vi…que roubaram o seu iphone.”

“Isso. Foi a hora que ele viu a minha foto no iphone, assim que sentou na poltrona. Foi engraçado…ele é um bonitinho, todo carinhoso, sem jeito, tímido…um amor.”

“Sobre o que vocês falaram?”

“Ah…sobre tudo e coisa nenhuma. Filme, música, a mulherada do Twitter…”

“Como assim? Ele te contou quem dá em cima dele, quem manda mensgem, essas coisas?”

“Imagina! Ele é um gentleman! Nunca.”

“Chato! Eu queria saber.”

“Pelo amor de deus, Ma…a gente SABE quem dá em cima dele.”

“Aliás….ele é ELE mesmo né?”

“Você não quer saber essa parte.”

Marina saiu pela cozinha dando pulinhos.

“Ok…respondeu. Ha! Eu sabia! La la la la!”

“Você fica quieta, Ma…não sai falando!”

“Juro juro juro! – cruzando os dedos na frente da boca – “Ah! Nunca me enganei!”

“Hahah parece uma adolescente. Por falar em twitter, posso entrar online rapidinho?”

“Claro. Vai lá que eu vou tomar um banho.”

Marina foi andando saltitante para o quarto enquanto Heloísa ia até a escrivaninha no canto da sala de estar.

“Agora que você sabe eu vou ter que matar você.”

De longe, Marina respondeu:

“O que?”

“Posso fumar?”

Marina apareceu na porta da sala, de calcinha e sutian.

“Se você vai ficar perguntado se pode comer, se pode fumar, se pode entrar online, eu vou reservar um hotel pra você, porque eu odeio visita!”

“Aff que grossa! Ta, some…vai pro banho.”

“Só abre a janela que eu odeio visita que fuma.”

“Hahahah. Desaparece da minha frente, Marina!”

Heloísa abriu a página inicial do Twitter, digitou seu nome e senha e acessou sua conta, chocada com o que encontrou. Havia mais de 50 DMs que recebidas e, de alguma forma, todas estavam respondidas. Por ela. E todas falando mal de Justin.

“Como assim?”

Ela resolveu ler uma por uma suas respostas, tentando entender em que momento Justin podia ter feito esta brincadeira, se não é permitido ligar o celular durante o vôo. As mensagens eram assim:

“Não quero falar nisso. Vou esquecer que ele existe”

“Ele estava cheiroso quando chegou, mas quando tirou o sapato eu quase vomitei!”

“Ele é a coisa mais sem graça que eu já conheci”

“Por favor, vamos mudar de assunto.”

Mas uma das mensagens, endereçada a Marina, era diferente das outras.

“Eu sou definitivamente muita areia para o caminhãozinho dele.”

Mais do que rapido ela abriu seu próprio perfil para ver quais foram seus últimos tweets.

“Por favor, gente, sem perguntas sobre @livsnowhere. Vou esquecer que o conheci.”

“Desgraçado!” – Heloísa falou alto, e foi para a porta do banheiro falar com Marina.
“Você acredita que o Livs usou meu celular e twitou na minha conta enquanto eu dormia?

Marina abriu a porta do banheiro com o celular na mão.

“Não minha amada…o Livs tuitou há uma hora atrás…do SEU celular.”

“O que??”

“Uma hora atrás, olha aqui.”

Marina mostrou a mensagem que recebera no twitter, embaixo estava escrito: 1 hour ago, from mobile. Helô franziu a testa e correu até o quarto, abriu a bolsa, pegou seu celular, ligou.

“Meu deus…ele tá com o meu telefone!”

Voltou para o computador e escreveu.

@livsnowhere você estava certo. Alguém está com o meu iPhone.

Segundos depois o telefone apitou. Mensagem de texto.

“Descobri antes de você. Quem é MikeRoss e por que ele te chama de BABE?”

Ela colocou as mãos na cabeça.

“Meu pai!! Tudo menos isso! Eu vou matar essa criatura!”

e respondeu a mensagem.

“Não responde pra ele! E não atende meu celular!”

“Tarde demais…desculpa, BABE. Alguém me ligou?”

“Argh! Eu vou matar…ele respondeu pro Mike! Eu não falo com esse mala…agora ele vai grudar no meu pé!”

“Eu vou te matar!”

Marina morria de rir enquanto se vestia. Mas Heloísa ficou furiosa, largou o telefone e foi conferir se tinha alguma mensagem de MikeRoss – um inglês que mandava mensagens todos os dias, a quem ela não respondia nunca, por achar que ele era folgado demais. Mas não, não tinha nenhuma mensagem do Michael em sua caixa de entrada, porque obviamente, Justin deletou. Ela abriu o perfil de Michael e também não viu nenhum tweet endereçado a ela. Ainda na esperança de descobrir o que Justin fez em relação a Mike, ela voltou às mensagens enviadas e encontrou:

MikeRoss: stop DMing me asshole. I’m married!

Ao ler a mensagem ela soltou uma gargalhada.

O telefone de Marina tocou. Era Justin, querendo falar com Helô.

“Você é ridiculo, Justin, sabia?”

“Ah…você ta brava comigo.”

“Por que você fez isso?”

“Porque eu precisava telefonar pro meu agente, e descobri que não podia.”

“O que isso tem a ver?”

“Tem que…não dá pra resitir.”

“Hm…eu não tinha pensado por esse lado.”

“O que? Você vai entrar na minha conta e se vingar?”

“Depois a gente fala, Justin…eu to ocupada agora. Haha!”

“Não! Espera!”

“O que?”

“Não fala mal de você. Você é incrível…”

“Tchau Justin.”

“Eu preciso do meu celular.”

“Too bad…”

Marina desligou o telefone rindo.
Nenhuma surpresa na conta do Justin. LivsNowhere era aquilo mesmo que ela conhecia, e não tinha nenhum esqueleto trancado no porão. Nem precisava…
Para Heloísa, o esqueleto que ela não queria encontrar estava no aeroporto, e isso já bastava para saber que Justin podia ser seu amigo, no máximo, se ela conseguisse enxergá-lo dessa maneira.

They talked the night through until her eyes started to give up on remaining opened. He then said:

“…sleep well.”

She responded without opening her eyes

“Why? Did your API reach its limit?”

“No…but your screen saver is already on..”

She laughed opening just one eye.

“Night.”

“Night sweetheart.”

He smiled in return.

10 comments
  1. Anjinho disse:

    Sugestão: Colocar um “Continue lendo…” em determinada área do post, pra que não ocupe tanto espaço na index.

    • Sugestão: não acatada.

      Gostamos assim, por isso é assim.

  2. Mariana disse:

    OMG que vontade de continuar lendo! Eu compraria um livro seu sem pensar duas vezes! Vc é demais.

    • Que delicia ouvir/ler isso. Então por favor, manda as editoras pararem de me enrolar!!!

      Beijo

  3. não precisa de “continue lendo” nenhum, pq os textos da Mercedes são assim: vc começa, não consegue parar e fica querendo continuação ♥

    • sua linda. :)

      Eu nunca terminei essa história…assim como tantas outras. Sou uma grande vagaba.

  4. donluidi disse:

    Mercedes como sempre docemente espetacular. Muito interessante a situação do virtual tornar-se real.

  5. Mercedes meu amor, please, I beg you… termina a história. Não vou mais dormir, comer, viver, respirar se não souber o que aconteceu…
    Tá eu tô brincando e exagerando, é que eu tô toda trabalhada no drama hoje, hehehehe.
    Obrigada por colocar um sorriso no me rosto nesse meu dia que tá tão dificil.

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